quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nota Catracalização na FEA - 24 de junho de 2012


Ao CAVC
O CAHIS, Centro Acadêmico de História, posiciona-se acentuadamente contrário à decisão imposta pela diretoria da FEA, referente à instalação de catracas nos acessos aos seus prédios, tornando público nosso apoio às reivindicações do CAVC. Entretanto, discordamos da proposta de consenso emitida pela nota do dia 03 de junho de 2012, uma vez que acreditamos ser imprescindível insistir na ilegitimidade da catracalização do primeiro andar do FEA1 e dos prédios FEA2, FEA3, FEA5. Além de sermos contrários à dinâmica de voto paritário, como opção representativa relativa ao plebiscito.
Primeiramente, acreditamos na importância do espaço público, já que ele representa uma esfera autônoma em relação às circunscrições econômicas, étnicas e religiosas, tendo sempre em vista abarcar o universal, sendo pertencente à todos e alheio à particularismos políticos de qualquer ordem. Contrariamente, a natureza do espaço privado inibe os indivíduos de explicitar seus valores políticos e interesses, enclausurando-os com eles e eliminando a possibilidade de transformá-los ou amadurecê-los, uma vez que os priva de um debate que contemple opiniões e realidades diversas.
Pois bem, a instalação de catracas num espaço público como a FEA, corresponde a uma decisão que pretende ou acaba estreitando o acesso de indivíduos que não sejam ligados à Universidade, fazendo com que a natureza espacial da faculdade tenda ao privado. Ora, a FEA faz parte de uma Universidade pertencente a todos e, por isso, sua decisão pela catracalização mostra-se automaticamente ilegítima, uma vez que neutraliza seu caráter público inerente. A aprovação de uma decisão que vise reverter o caráter público da FEA a um de tipo privado é algo que chama a responsabilidade de toda a comunidade universitária, na medida em que o espaço da FEA, justamente por ser intrinsecamente público, pertence à toda sociedade. 
Além disso, é importante ressaltar que a instalação de catracas numa Universidade torna-se legítima apenas quando visa resguardar o patrimônio público (Biblioteca, Laboratório etc.). No entanto, uma catracalização que tem como finalidade principal, a proteção de bens particulares (notebook, mochilas, celulares etc.), mostra-se inválida, uma vez que transgrede a essência do espaço enquanto ágora. Considerando como pressuposto que uma Universidade que se diz pública tem como objetivo primordial resolver os problemas da sociedade, não é isolando-se dela que se faz possível satisfazer este objetivo primeiro, mas sim se imergindo na realidade social e buscando na prática cotidiana solucionar problemas, como o roubo, por exemplo.
Portanto, acreditamos ser importante desmistificar a ideia de que espaço público é de ninguém, construindo uma cultura espacial, de modo a interagir universidade e sociedade. Dessa maneira, questionamos a ampla autonomia das direções das faculdades em tomar decisões, as quais invalidam o caráter público de seus espaços - fato que determinou arbitrariamente a instalação de catracas nos espaços do primeiro andar do FEA1 e nos prédios FEA2, FEA3, FEA5. Por isso cremos que o CAVC deve se esforçar para impedir a catracalização de todas as unidades da FEA. Somado a isso entendemos a importância do plebiscito, embora discordemos de sua dinâmica paritária.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ata da Plenária dos Estudantes de História – 13 de Junho de 2012

● Informes:
- Foi passado o abaixo-assinado pela abertura da Comissão da Verdade na USP;
- O CAHIS junto com a FEMEH divulgou a campanha financeira para o ENEH com a venda de camisetas;
- O CAHIS assinou a nota de repúdio do coletivo feminista “Marias Baderna” da Letras;
- O CAHIS assinou a nota ao CAVC acerca da catracalização da FEA;
- A representante discente da Comissão de Graduação falou sobre as matrículas em disciplinas de diferentes períodos;
- Informe sobre o andamento dos os processos dos processados políticos da USP;
- Divulgação da idéia de formação de um cursinho popular na FFLCH juntamente com a comunidade da São Remo.

● Eleições e Posse da Nova Gestão:
Resultado da Apuração do dia 02 de Junho de 2012:
■ 272 votos, sendo:
- 116: Até que se torne inevitável
- 115: Nós da História
- 32: Edson Luís
- 5: Nulos
- 4: Brancos

Portanto, fica nomeada a posse à Chapa “Até que se torne inevitável”.

■ Foram escolhidos os tesoureiros da Gestão, sendo dois membros da chapa vencedora e um não-membro:
Membros da Gestão: Priscila Manfrinati e Camila Yuri
Não-membro da Gestão: Roberta Estimado

● Foram eleitos os Representantes Discentes (RDs) da História nos Espaços do Departamento.

■ RDs na Plenária Departamental:
- Arthur Major de Sousa
- João Pedro Munhoz
- Larissa de Carvalho Nascimento
- Luiz Fernando Mazzarolo
- Roberta Baessa Estimado

■ Suplentes na Plenária Departamental:
- Breno Pacheco Ribeiro
- Joice Ferreira

■ RD na Comissão de Graduação:
- Paulo Philipe Bem Avraham Araújo

■ RDs na Comissão de Espaço e Qualidade de Vida:
- Letícia de Oliveira Silva
- Roberta Baessa Estimado

■ Suplente na Comissão de Espaço e Qualidade de Vida:
- Luita Helena Lima de Castro

■ RDs na Comissão de Avaliação:
- Arthur Major de Sousa
- Eduardo Gomes Martins Filho
- Erika Rodrigues de Maynart Ramos
- Joice Ferreira
- Luita Helena Lima de Castro
- Luiz Fernando Mazzarolo
- Priscila d´Almeida Manfrinati
- Paulo Philipe Bem Avraham Araújo
- Rafael Cássio Vitor

■ Responsáveis pelo Fórum do Espaço Aquário:
- Camila Yuri
- Felipe Legrady
- Igor Muraro
- Luiz Fernando Mazzarolo
- Letícia de Oliveira Silva
- Rafael Acerbi Pereira
- Roberta Baessa Estimado

● O CAHIS doou R$500,00 para a organização do ENEH e R$80,00 para os delegados da História irem ao congresso da ANEL.